terça-feira, 3 de julho de 2012

Pesar

Homenagem ao Professor Antônio J. Brand


Pesar

Mestrandos!

Desculpem os erros de português e concordância deste pequeno texto, mas quando o coração quer falar, as convenções deixam de ter qualquer importância.

Hoje, 03 de julho de 2012, perdemos o nosso querido Professor Antônio Brand.

Seu trabalho e contribuição pessoal para este mestrado sempre foi singular, como era a pessoa Antônio. O carisma, a simpatia, a simplicidade e seu conhecimento eram únicos, assim como a pessoa Antônio.

O conhecemos no Mestrado em Desenvolvimento Local e aprendemos a admirá-lo, especialmente por ser um “vivente” de comportamento lhano e tirocínio mental próprios daqueles que nascem com o Dom para a comunicação ente os povos.

Antônio tinha armas!

A ponderação e a paciência.

Agia sempre depois de muita reflexão e, de quando em vez, falava por último, justamente para tornar as coisas mais suaves a todos; e nunca perdia a compostura, demonstrando ser uma pessoa “buenacha”.

Acreditamos que sua capacidade de manter diálogo no “entrevero” o colocava diretamente perante a alma dos povos, já que era um desbravador de corações!

Participava de congressos, projetos, cursos e eventos, vezes como debatedor “colhudo”, outras como atenta audiência; e gozava de imenso prestígio entre os discentes, já que estes sempre procuravam estar próximos dele.

Em sala de aula Antônio trouxe enormes contribuições para a construção do pensamento, inclusive por praticar a arte do diálogo, cujo Doutorado deve ter sido conferido por Deus, juntamente com seu sotaque “caudilho” e cabelos brancos.

Suas paixões e afazeres diários incluíam o chimarrão e “trovar”, ainda que sobre assuntos que nós não entendíamos bem, mas que sempre fazia questão de nossa opinião, como se fossemos portadores de uma sagrada iluminação.

O papel de interlocutor, preceptor e amigo foram desempenhados com maestria e delicadeza. Era duro e rude, quando necessário! Mas era incapaz de elevar o tom de voz ou “passar um pito”, mesmo que estivesse com a razão.

Seu temperamento peculiar e seu olhar próprio sobre as questões indígenas, sempre o levaram para os mais prestigiados eventos acadêmicos de onde trazia enorme contribuição para o DL e, pela qual, nutria enorme apreço.

Nesta hora de pesar, falta vocabulário para expor o que realmente perdemos com o falecimento deste querido Professor. Falta fôlego para expressar nossa tristeza. Falta o essencial para reverenciar uma figura que nos impressionou e que, certamente, fará muita falta.

Não há como prosseguir sem as lágrimas desta forçada ausência; e mesmo que seja temporária, machuca e dói.

Desejamos... Não! Desejar é errado!

Brademos nosso pranto neste momento de dor e oremos para que outros Antônios surjam e prossigam com tão valioso e necessário diálogo entre os povos.

Até Breve Professor !



Luiz Carlos Saldanha Rodrigues Junior (Mestrando).

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