Pesar
Mestrandos!
Desculpem os erros de
português e concordância deste pequeno texto, mas quando o coração quer falar,
as convenções deixam de ter qualquer importância.
Hoje, 03 de julho de
2012, perdemos o nosso querido Professor Antônio Brand.
Seu trabalho e
contribuição pessoal para este mestrado sempre foi singular, como era a pessoa
Antônio. O carisma, a simpatia, a simplicidade e seu conhecimento eram únicos,
assim como a pessoa Antônio.
O conhecemos no
Mestrado em Desenvolvimento Local e aprendemos a admirá-lo, especialmente por
ser um “vivente” de comportamento lhano e tirocínio mental próprios daqueles
que nascem com o Dom para a comunicação ente os povos.
Antônio tinha armas!
A ponderação e a paciência.
Agia sempre depois de muita reflexão e, de quando em vez, falava por último,
justamente para tornar as coisas mais suaves a todos; e nunca perdia a
compostura, demonstrando ser uma pessoa “buenacha”.
Acreditamos que sua
capacidade de manter diálogo no “entrevero” o colocava diretamente perante a
alma dos povos, já que era um desbravador de corações!
Participava de
congressos, projetos, cursos e eventos, vezes como debatedor “colhudo”, outras
como atenta audiência; e gozava de imenso prestígio entre os discentes, já que estes
sempre procuravam estar próximos dele.
Em sala de aula Antônio
trouxe enormes contribuições para a construção do pensamento, inclusive por
praticar a arte do diálogo, cujo Doutorado deve ter sido conferido por Deus,
juntamente com seu sotaque “caudilho” e cabelos brancos.
Suas paixões e afazeres
diários incluíam o chimarrão e “trovar”, ainda que sobre assuntos que nós não
entendíamos bem, mas que sempre fazia questão de nossa opinião, como se
fossemos portadores de uma sagrada iluminação.
O papel de
interlocutor, preceptor e amigo foram desempenhados com maestria e delicadeza.
Era duro e rude, quando necessário! Mas era incapaz de elevar o tom de voz ou
“passar um pito”, mesmo que estivesse com a razão.
Seu temperamento
peculiar e seu olhar próprio sobre as questões indígenas, sempre o levaram para
os mais prestigiados eventos acadêmicos de onde trazia enorme contribuição para
o DL e, pela qual, nutria enorme apreço.
Nesta hora de pesar,
falta vocabulário para expor o que realmente perdemos com o falecimento deste
querido Professor. Falta fôlego para expressar nossa tristeza. Falta o
essencial para reverenciar uma figura que nos impressionou e que, certamente,
fará muita falta.
Não há como prosseguir
sem as lágrimas desta forçada ausência; e mesmo que seja temporária, machuca e
dói.
Desejamos... Não! Desejar
é errado!
Brademos nosso pranto
neste momento de dor e oremos para que outros Antônios surjam e prossigam com
tão valioso e necessário diálogo entre os povos.
Até Breve Professor !
Luiz Carlos Saldanha Rodrigues Junior (Mestrando).